sexta-feira, 25 de abril de 2014

Intervenção CDU nas comemorações dos 40 anos do 25 de abril | Caminha


Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Caminha e eleitos municipais, Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Caminha e Vereadores, Exmos. Srs. Representantes das Assembleias e Juntas de Freguesia, Exmos. Srs. Representantes das entidades oficiais aqui prsentes,
Caminhenses, dos vales do Âncora e Coura-Minho,


O sinal que hoje damos, deste largo de Caminha, deste pequeno município, transporta consigo uma mensagem viva de que Abril é uma realidade histórica incontornável, que invariavelmente encerra em si mesmo a vontade popular de participar nas decisões coletivas, que alerta para atenção de um povo que não cede, que quer ver, na liberdade individual e coletiva, na sua capacidade de decidir e de evoluir, o crescimento de todo um povo, alimentando a esperança de que quando o Sol nasce, o faz na verdade para todos. Mas se abril a todos pertence, se hoje é fácil ver todos os quadrantes políticos a reclamarem abril, resgatando assim alguma ponta de democracia, que facilmente esbarra na dificuldade ideológica que os rege, a verdade é que o PCP, o Partido Comunista Português, fez da sua luta clandestina, ao longo de 48 anos de ditadura fascista, uma razão ímpar de identidade que sustentou a esperança dos democratas portugueses e do povo. Por isso os fascista da ditadura tão bem perseguiram especialmente os comunistas, e por isso o séquito de descendestes da ditadura teimam em não tolerar a nossa presença, conscientes de que não vacilamos nos princípios, que não confiamos em quem se alimenta do povo, impedindo o seu crescimento, diminuindo os seus direitos, confinando-os a um canto social sossegado e serenamente silenciado. Essa é a esperança dos que querem defender a dicotomia do poder, fazendo crer a população que na sua liberdade de escolha, o podem afinal fazer apenas entre dois, com o abraço alargado a quem no poder, e só pelo poder, a esses dois se juntar por necessidade conjuntural. São esses os democratas de agora, convencidos do domínio e do subjugo da população. São esses que fazem do povo o meio de legitimação eleitoral, para depois atacar o mesmo povo, ferindo-o de morte, retirando-lhe por vezes a capacidade de sobrevivência, tudo em nome de quem afinal engorda e intimida o país. São os mercados, são os investidores internacionais, que afinal não estão, nem estiveram interessados na consolidação das contas públicas do país, mas tão só no controlo do próprio estado, obrigando-o à vassalagem. Para trás fica a história de abril, para trás fica o compromisso de uma sociedade mais justa, mais evoluída, mais defensora das liberdades. Aliás, hoje é até entusiasmada a liberdade, involuntária, de abandonar o país, num discurso pouco patriótico, pouco digno de merecer a condução do Estado. Mas continuam a reclamar abril, mesmo quando negam o contrato intergeracional, o único garante de uma vida digna na plenitude da sua existência. E negam-no ignorando mesmo que os reformados de hoje foram fiéis depositários do Estado, nas condições com ele acordadas. No entanto servem-se da bênção da Troika, a trilogia à qual se obedece, que esconde os rostos do verdadeiro capital que a comanda. Por isso abril deve ser recordado e prestada a justa homenagem aos homens e às mulheres que abril revelou. Mulheres e homens que depois de anos de clandestinidade, de exílios, de prisões e torturas, de julgamentos sumários e das mais variadas tropelias, pela sua persistência, pela sua coragem, pela unidade com os militares, conseguiram fechar o ciclo da ditadura em Portugal, dando oportunidade à criação de um novo modelo de sociedade, democrática e livre, com esperança no futuro. Mas desde cedo este novo modelo foi atacado. Desde logo a vontade de retomar o poder e assim servir o capital foi uma realidade sentida. Mas algumas mudanças estavam já consumadas, e essas são razões de força no combate em defesa da democracia participada e popular. Hoje, aqui neste espaço, e nesta iniciativa, elevamos uma das conquistas de abril, com o poder autárquico livre e democraticamente eleito. Neste espaço, e bem, quiseram os organizadores ouvir as vozes de todos, não só casando a data com o acto, como também libertando os pensamentos e permitindo que a população do conselho de Caminha e os seus visitantes possam, a viva voz, fazer do que ouvem uma forma ativa de celebrar os 40 anos do 25 de abril, 40 anos de uma pretensa liberdade que se vai ainda conquistando e construindo, que vacila na sua formação, que deambula por vezes, prisioneira das legitimidades eleitorais, por vezes divergentes. Em 40 anos Portugal cresceu em literacia, com um decréscimo abrupto do analfabetismo e crescimento do número de licenciados e doutorados. Não se estranha por isso o aumento do número de escolas e universidades no tempo, agora reduzindo-se acentuadamente a cada ano que passa. Igualmente o maior número de quadros superiores permitiu um maior investimento em melhores serviços, em particular os de saúde, também agora em menor número, afastando a assistência na saúde das populações, em particular dos mais idosos. Mas é certo que o Estado se tornou, nestes 40 anos, mais próximo das populações, oferendo uma maior rede de serviços administrativos e de justiça, agora também a fragmentar-se com os sucessivos encerramentos, efetivos e anunciados, de repartições de finanças e tribunais, entre outros. Em 40 anos as empresas públicas tornaram-se capazes de prestar um maior e melhor serviço às populações, mas não é menos verdade que ultimamente viram na privatização o destino preferido, do que são exemplos a privatização dos CTT ou a entrega total a privados da EDP. Por isso é importante recordar que abril ensinou que é possível mudar o rumo da situação. Em 1974 foi possível marcar a diferença, alinhando muitas formigas em sentido contrário. Hoje a história incita-nos a olhar os últimos 40 anos com a sabedoria de quem está alerta, de quem sabe o rumo, de quem reconhece os rostos dos que estiveram bem na ditadura e estão bem com esta democracia, na certeza de que quanto melhor eles estiverem, pior estará a democracia e o povo. Por isso abril valeu a pena. Valeu a pena esta mudança e a possibilidade de criar novos horizontes. Valeu a pena a coragem de enfrentar o que está errado, dando exemplo às gerações seguintes de que é possível. Porventura não será necessário esperar que se consolidem poderes, e os meios democráticos até agora em vigor dão o poder necessário às populações para que possam decidir o seu futuro. O exemplo do poder local é paradigmático de tudo isto. À sua dimensão é uma boa expressão do que se passa no país, com as contradições comuns e os tiques de poder que alimentam por vezes não só o social da pessoa. Mas hoje Caminha quis afirmar a sua diferença, num registo plural e de envolvimento institucional. Perceber o alcance desta possibilidade é difícil aos olhos de quem faz a sua política arredado dos órgãos municipais, mas todos aqueles que ao longo dos anos fizeram voz pública da visão pessoal e coletiva do concelho entenderão este passo, que embora simbólico, não deixa de ser um bom momento. Porque abril não deve encerrar-se nas comemorações. Porque celebrar abril obriga ao compromisso dos princípios da constituição subsequente. Muito ideológica, dirão os ávidos da sua alteração, como se não a preenchessem com o neoliberalismo e a desproteção social. É esse mesmo pensamento que asfixia os municípios, exigindo-lhes mais competências sem meios financeiros capazes. Esse mesmo pensamento que não valoriza as economias locais e os seus potenciais, permitindo que o que de valor existe seja entregue aos grandes grupos económicos, aos invés de uma ação concertada com as autarquias e os pequenos investidores locais. Por isso também se exige, nos desígnios de abril, que os municípios saibam afirmar a sua autoridade, fazendo valer a sua representação popular, respeitando os órgãos municipais e gerindo com transparência o bem público. É no movimento coletivo, na afirmação social igualitária e de cariz progressista que o município celebra abril; devem ser também esses os princípios que devem reger o comando autárquico. A madrugada de 25 de abril de 1974 fez-se a partir do silêncio, conquistando-se cada palavra a cada minuto e a cada hora. E que horas difíceis terão sido para alguns, certos da justiça da sua ação, mas justamente receosos do resultado da sua intrépida vontade. Foram seguramente recompensados pelo apoio popular que afirmou a vontade de um país que vivia das desigualdades sociais, do analfabetismo, da exploração laboral, da fome, da injustiça da guerra e do isolamento internacional. Abril fez-se para poder ser conquistado, e por mais batalhas que se percam, por mais lutas que hoje se julguem derrotas, haverá sempre em abril a esperança e a razão para sonhar com uma sociedade diferente, mais humana, mais responsável, mais consciente e inconformada com as injustiças. Uma sociedade onde os direitos à habitação, à saúde, à educação, à alimentação e à convivência pacífica sejam garantias e não benesses, qual ato de caridade. É que a responsabilidade social mede-se nos direitos e garantias de cidadania, e se em abril de 1974 se clamaram direitos, é hora de, em todos os atos comemorativos dos 40 anos do 25 de abril, lembrar os direitos subtraídos aos trabalhadores e ao povo. E lembrar igualmente que apesar de haver alguns interessados em tratar todos os partidos por igual, eles não o são, e o estado a que chegamos têm apenas três responsáveis, estando o PCP sempre do lado da democracia o do povo.
Mas hoje é também um dia de festa e de homenagem. De festa democrática, de reconhecimento aos capitães de abril e às Forças Armadas, de homenagem aos resistentes à ditadura, muitos deles sujeitos a torturas infames. Apesar dos alertas aqui deixados não queremos terminar sem afirmar o dia especial que é este para toda a população portuguesa e para a imagem do país internacionalmente. Portugal é hoje um país incomparavelmente melhor que há 40 anos. Portugal é hoje um país preparado, atento, e dotado de valores, que em liberdade farão da vontade realidade e da sociedade o meio para viver em paz, em dignidade, em equilíbrio e estabilidade, sem medo de nascer, viver e envelhecer, mantendo horizontes de vida livre e feliz.
Viva o 25 de abril! Viva o concelho de Caminha! Viva Portugal!


 Joaquim Celestino Ribeiro, 25 abril 2014 | Caminha

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Assembleia Municipal de Caminha de 3 de janeiro

Intervenções da CDU na Assembleia Municipal de 3 de janeiro de 2014:


Proposta de alteração à ordem de trabalhos.
f) Proposta de alteração à constituição do grupo de trabalho para elaborar o projeto de regimento da Assembleia Municipal. 

b) Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2014

c) Regulamento Provedor do Munícipe de Caminha


Proposta de alteração à ordem de trabalhos

Exmo. Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Caminha,

Cumpre-nos, em nome do grupo de eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária, solicitar a V. Exa. a alteração à ordem de trabalhos introduzindo o seguinte ponto:
f) Proposta de alteração à constituição do grupo de trabalho para elaborar o projeto de regimento da Assembleia Municipal.
Esta pretensão prende-se com a urgência, por nós considerada, do tratamento deste ponto, numa assembleia que tem reunido apenas extraordinariamente, tal como hoje acontece.
Detém V. Exa. capacidade para propor alteração à ordem de trabalhos, esperando que o sentido democrático vigore e oriente as decisões de todos os eleitos municipais e presidentes de junta.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Logro

A última reunião da Assembleia Municipal de Caminha marcou a continuidade das desconfianças pessoais que me soaram desde o ato de tomada de posse dos poderes municipais do concelho de Caminha. A fragilidade da verdade anunciada em campanha eleitoral detonou a representatividade da Assembleia Municipal de Caminha, mostrando que nenhuma mudança se pode esperar quando, por legítima decisão popular, se perpetuam as lideranças do PS e do PSD. Se não vejamos a discrepância entre o prometido ao povo de Caminha e as práticas. Durante toda a campanha eleitoral o PS ventilou que a mudança necessária traria diálogo e representação, criticando a atuação de 12 anos do PSD. Em discursos e mensagens ficou claro que jamais se voltaria à centralizadora ação das decisões das maiorias.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Comunicado - Assembleia Municipal de 22 de novembro

A Comissão Concelhia de Caminha da CDU, face à eleição dos representantes da Assembleia Municipal de Caminha, realizada em reunião de Assembleia Municipal em 22 de novembro, faz nota pública que:
  1. A CDU está legitimamente representada na Assembleia Municipal de Caminha com dois elementos;
  2. As alíneas h), i), j) k) e l) do período da ordem do dia da reunião extraordinária realizada a 22 de novembro decorrem do normal enquadramento legal específico, sendo legítimo e necessário o ato formal realizado;
  3. A CDU tomou conhecimento no final do dia 21 de novembro que o PS havia acordado com o PSD cinco propostas conjuntas a submeter à aprovação da Assembleia Municipal a 22 de novembro;
  4. Nunca o PS, ou PSD, solicitaram à CDU qualquer reunião prévia à reunião da Assembleia Municipal em que pudessem ser discutidas propostas tripartidas a submeter à deliberação da Assembleia Municipal;
  5. Na informação dada a 21 de Novembro, não foi colocada a possibilidade à CDU de colaborar, apresentando as suas propostas de alteração, constituindo-se essa informação uma mero ato de conhecimento de decisão tomada;
  6. Em reunião da assembleia municipal a CDU repudiou a forma escolhida pelo PS e PSD na construção das propostas, sobretudo na exclusão da participação da CDU na sua elaboração;
  7. A CDU é por princípio favorável à construção de consensos tripartidos, em consonância com a legítima constituição da Assembleia Municipal de Caminha;
  8. A CDU nada tem a obstar sobre as condições pessoais dos nomes acordados pelo PS e PSD, julgando que dispõe de igual capacidade na qualidade de membros da assembleia;
  9. A CDU considera que a decisão do PS e PSD não contribui para o entendimento alargado das decisões da assembleia, afirmando unicamente o centralismo das maiorias;
A CDU sempre esteve e estará disponível para o contributo democrático, combatendo, e assim dando voz ao povo, a ação de casulo partidário característico de outros partidos.

CDU - Coligação Democrática Unitária | Caminha

domingo, 27 de outubro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Da tomada de posse aos órgãos municipais


No tropeço dos apupos ouvidos na tomada de posse ficou o registo de um novo estilo de governação, assim defendido e promovido, que pode, na verdade, esconder uma continuidade, um exercício, afinal, pouco inovador, cujo traço se faz no matiz monocromático do executivo decidido pelo voto. Hesitei em fazer eco público desta minha inquietação, certo de que, por ter sido cabeça de lista pela CDU à Câmara Municipal de Caminha, não me competia, em tão curto espaço, ajuizar em sentido contrário à mudança que se impunha, e que sempre defendi em campanha eleitoral. No entanto, esta não foi a mudança por mim desejada, mas penas parte dela, logo impõe-se desde já o acompanhamento, procurando oportunamente evitar que tiques iguais se perpetuem no concelho de Caminha.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Emigramos ou ficamos?


Não somos um país normal Europeu, e não consigo descortinar porquê! As causas podem ser múltiplas , mas desconfio que, nisto, têm uma grande importância os dirigentes medíocres que temos vindo a ter ao longo da história, salvo boas e honrosas exceções.

Nos últimos anos um pensamento mesquinho, mercantilista, parece dominar as ideias , aspirações e anseios dos portugueses. Quando parecia que estávamos a entrar na Europa,  como sendo um país moderno, avançado tecnologicamente, com a criação de diversas Universidades, centros de investigação e diminuição da iliteracia, eis que chega “a crise”. Uma crise devolvida aos portugueses como fruto do seu próprio excessivo consumo e endividamento.
 
Sabemos que não é assim! 

domingo, 6 de outubro de 2013

Eleições Autárquicas 2013

Os aparelhos de propaganda dos partidos são uma estrutura impressionante. Antes mesmo do período eleitoral, propriamente dito, “outdoors” de grandes dimensões já anunciavam os propósitos de candidatura de determinados candidatos. Fotografias bem concebidas, textos bem distribuídos, faziam prever uma vontade de projeção para além do simples ganhar a Câmara.

O candidato bem preparado leva-nos a pensar numa equipa atenta, profissional e estudiosa, preparada para lidar com grandes anseios, ditos, e subconscientes, da população. O discurso do candidato relega-nos para um percurso pensado com metas razoavelmente definidas.

Perante isto pequenas estruturas locais, de outros partidos, ou independentes, ficam desprotegidas para poderem lançar as suas ideias. Por mais boa gente que sejam, que o seu  percurso de vida ateste da sua honestidade e competência, ficarão sempre em inferioridade. Mesmo vivendo e investindo toda a sua vida profissional, familiar e das ideias, na localidade onde sempre viveram, não têm meios para fazer face aos grandes profissionais da política que fizeram percurso fora, na “escola dos profissionais da política”, para chegarem sedutoramente a pequenas localidades, rendidas pelo mediatismo e brilho do poder subentendido, e tão sabiamente transmitido. Hoje a história de manipulação de massas e de concretização de poderes é uma profissão estabelecida para alguns, estudada por outros, manipulada por muitos e investigada a nível mundial.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CDU - Coligação Democrática Unitária

DAS ELEIÇÕES ACABADAS

No passado dia 29 de setembro realizaram-se as eleições autárquicas que ditaram, no concelho de Caminha, a mudança partidária na liderança da Câmara Municipal, sem, no entanto, alterar as cores políticas que a constituem, isto é, os munícipes de Caminha voltaram a repetir a escolha de PS e PSD para a presidência e vereações da Câmara, a mesma escolha de há 37 anos a esta parte. A CDU já felicitou o candidato que assumirá brevemente a presidência do município, insistindo que a verdadeira mudança na gestão desta autarquia só se concretizaria com a presença da CDU.

Os resultados alcançados pela CDU foram considerados, por esta coligação, francamente positivos. Foi travado o declínio eleitoral tendo a CDU aumentado o número total de votos, reconquistado a Junta de Vilar de Mouros, mantido o eleito na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora. Foi ainda notória a importância eleitoral da CDU para a Câmara Municipal, uma vez que os seus votos determinaram quer a liderança da Câmara, quer o número de vereadores de cada força partidária. Mas o mais importante para a CDU, e esta era uma das suas principais metas, prendia-se com a realização de uma campanha elevada e que garantisse o esclarecimento integral da população. Com os parcos recursos e sem máquinas partidárias e/ou outras, percorremos todas às freguesias do concelho, estivemos nos cafés e comércios, nas feiras e fábricas, nas ruas e nas casas de muitos munícipes. Procuramos na verdade informativa garantir a compreensão da necessidade da presença da CDU em todos os órgãos municipais. No entanto venceu a identidade partidária e a vontade de afastar a liderança PSD da Câmara Municipal, consumida pelo poder e a forma inflamada de o exercer. Mas pelo que vivemos, sentimos e ouvimos, a satisfação é grande porque contribuímos para o esclarecimento e temos hoje a certeza que os munícipes de Caminha, dos vales do Âncora e Coura-Minho, tomam decisões mais informadas; e se hoje consideram que a CDU não deve ter qualquer vereador entre os 7 membros da Câmara é porque entendem que os 4 eleitos do PS os 3 do PSD são os que melhor servem os interesses do concelho. No entanto tal não significa que em 2017 não seja dada a confiança necessária à CDU, e por isso, animados pelo resultado alcançado, iremos manter o nível de trabalho a que já habituamos os munícipes e redobraremos a atenção direta às populações de todas as freguesias do concelho. É importante que conheçam o trabalho que a CDU, com apenas um eleito para a Assembleia Municipal, faz, comparativamente com os vinte eleitos do PS e PSD. É importante que a população acompanhe o trabalho dos sete elementos da Câmara, todos do PS e PSD, comparativamente com o trabalho político diário da CDU. E no final, de forma esclarecida e informada, uma vez mais estaremos disponíveis para a apreciação popular expressa no seu voto.

Finalmente, e depois deste ato eleitoral em que registámos com agrado a capacidade técnica e o profissionalismo da comunicação social, queremos, publicamente, depois de o termos feito pessoalmente, felicitar o seu desempenho, num ato consciente que atesta a importância da imprensa livre na vida democrática.

A CDU olhará o novo mandato autárquico com confiança, garantindo o seu contributo para enriquecer a democracia local e para apoiar todas as decisões que se traduzam num ganho na qualidade de vida no concelho, combatendo, com determinação e rigor, todos os atos que consideremos contrários ao progresso do concelho de Caminha.

As populações poderão continuar a confiar na CDU! 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mensagem Final do Candidato à Câmara Municipal de Caminha


Caros Munícipes do concelho de Caminha

No próximo domingo estão todos convocados para exercer o acto de maior expressão da democracia – o voto. O voto deve sempre expressar a vontade popular na determinação das políticas que melhor servem os interesses da população. A CDU considera ter, durante a campanha, contribuído para o melhor esclarecimento das populações, alimentar o debate político e o respeito pessoal entre todos os candidatos. Hoje os munícipes de Caminha estão seguramente mais informados e conscientes da necessidade de alterar o quadro político que domina o concelho há já 37 anos. Todos compreendem, até as outras forças políticas, que a CDU é uma voz necessária, é uma presença importante e detém um espólio de trabalho capaz de contribuir para o desenvolvimento do concelho de Caminha.

A 29 de setembro irão eleger os 7 elementos que integram a Câmara Municipal de Caminha. A CDU tem como objetivo eleger 1 dos 7 elementos deste órgão autárquico. Se todos reconhecem a nossa importância neste órgão não podemos esquecer que só com o voto da população poderemos efetivamente integrá-lo. Por isso, independentemente das convicções políticas de cada um é necessário este voto de confiança na CDU. É importante gerir inteligentemente as opções de voto em cada família e em cada grupo de amigos, garantindo que haverá sempre o voto na CDU para garantir a eleição de um elemento para a Câmara Municipal de Caminha. Bastará um elemento da CDU para que a gestão camarária seja diferente. A CDU é generosa em compromissos e não teme trabalhar com as outras forças partidárias. A CDU entende mesmo que uma Câmara plural, com a presença dos 3 partidos concorrentes, será um órgão mais eficaz, mais representativo da população e mais estratégico na definição e identidade do concelho de Caminha.

Caros Munícipes dos vales do Âncora e Coura-Minho,

O compromisso da CDU é em primeiro lugar com a população, e só o voto conta para a podermos representar. Por isso, se acredita no nosso trabalho, se entende que a opção que vem sendo seguida há 37 anos não serve o concelho, vote CDU. Dê confiança à CDU e garanta a eleição de um elemento para a Câmara Municipal, o único órgão autárquico onde a CDU nunca esteve representada. Este é um ano de mudança, e a única opção realmente diferente será o voto na CDU.

No próximo domingo vote CDU para a Câmara Municipal de Caminha e Assembleia Municipal, dando força à CDU nas freguesias onde somos igualmente candidatos.


CDU - Candidatura à Assembleia de Freguesia


Vilar de Mouros União de Freguesias de Caminha e Vilarelho
Carlos Alves

Programa Eleitoral
 Carta de Apresentação
Lista de Candidatos
João Pedro Ribeiro
 
Programa Eleitoral 
Carta de Apresentação



Vila Praia de Âncora União de Freguesias de Moledo e Cristelo
Domingos Vasconcelos


Programa Eleitoral
 Carta de Apresentação

Júlio Seixo


Programa Eleitoral
Lista de Candidatos 

Candidatos à União de Freguesias de Moledo e Cristelo


Programa Eleitoral da União de Freguesias de Moledo e Cristelo



domingo, 22 de setembro de 2013

Programa Eleitoral da Freguesia de Vilar de Mouros



FINANCIAMENTO E FUNCIONAMENTO DA JUNTA DE FREGUESIA

  • Os elementos da Junta têm como principal objetivo prescindir da remuneração mensal em proveito da freguesia.
  • Voltar a prestar o serviço público de atendimento diário.
  • Fomentar a participação nas Assembleias de Freguesia e a apresentação de projetos/sugestões por parte dos cidadãos, associações e clubes, que estes pretendam ver aplicados na freguesia.
  • Progressivamente estabelecer o princípio do orçamento participativo que mobilize a população para ter uma palavra relativamente às prioridades da freguesia, em termos de obras, beneficiações e reparações diversas.
  • Reformular a tabela de taxas administrativas de forma a criar situações mais vantajosas para os vilarmourenses.
  • Criar um Portal na Internet que facilite a comunicação com os vilarmourenses, disponibilize todos os documentos e informações da Junta, divulgue o comércio local e microempresas da freguesia.

IGUALDADE, INCLUSÃO, CIDADANIA, SOLIDARIEDADE E INTERVENÇÃO SOCIAL
  • Criar uma comissão de promoção de iniciativas POR VILAR DE MOUROS composta por jovens para trabalhar em sintonia com a Junta.